
À 17 anos saí muito magoada de um relacionamento. Nunca tinha amado tanto ninguém na vida. Levou muito tempo a afastá-lo da memória, este homem que me mandou um sms hoje.
Não o vejo à pelo menos 15. A maravilhosa tecnologia, fez com que ele vá se lá saber como consegui o número do meu telemóvel e desata a enviar-me mensagens. Tudo coisas banais, brincadeiras de adolescênte, mas como eu não sou adolescente, não achei qualquer graça e fiz quetão de dizer que seria engano de certeza.
Quando se identificou, eu que sou muito desconfiada, ainda fiz algumas perguntas de confirmação. Confirmada que foi a criatura, primeiro senti o coração a bater e depois uma vontade enorme de o ver. Mas contive-me. O que me levou a conter? Tanto eu como ele seguimos as nossas vidas. A minha correu bem. A dele nem por isso. Tenho esta informação por uma amiga comum.
Que me pode ele dar que eu já não tenha? Nada só dores de cabeça e ansiedade. Quando me lembro de como tudo acabou, em parte por minha grande culpa e do meu mau feitio, doí e eu não quero que doa.
Em parte sou feliz, sou amada pelo meu homem. A nossa relação não é perfeita e única culpada sou eu ,porque como já devem ter reparado continuo a viver no mundo das fadas. O meu homem é lindo, carinhoso,bondoso e tem tomado conta de mim estes anos todos com uma devoção impagável. Porque haveria eu de me encontrar com alguém , cuja relação não ficou bem resolvida?
Poruqe haveria eu de me martirizar com o passado, sabendo que as coisas que não seguem o seu curso natural quando regressam , são um fracasso total?
A última mensagem recebi-a agora. " Temos de nos encontrar". Não respondi, não vou responder,não quero!
Uma mulher tem de ter alguma dignidade e eu com a idade aprendi que ela é a última coisa de que devemos abrir mão.
Eu sou uma "garota Parker", as garotas Parker, levantam a cabeça e andam em frente.
Oh God make me good, but not yet - Cidália
Em cima refiro-me a "Garota Parker". Leiam o seguinte livro divertido, com humor e muita coisa que todas nós já pensamos, mas nunca conseguimos pôr em práctica
Os homens (às vezes,infelizmente)
voltam Sempre
de Penélope Parker; edições Livros D'Hoje
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