
Estou doente. Sim ponto final. Odeio estar doente, a doença consome-nos o fisíco e a alma. Nasci doente como diz minha mãe. É a mais pura das verdades.
Se tivesse nascido no sec XIX, teria morrido à nascensa, eu e minha mãe. O parto foi difícil e moroso. Por isso cada vez que estou, mesmo, doente sinto-me a morrer. A minha supervitalidade pára,o meu óptimismo desaparece, as minhas paixões são relegadas para o último lugar e não há nada que me faça feliz.
Podia ser uma gripe, constipação, outra coisa daquelas que se resolvem em 3 ou 4 dias. As minhas maleitas, são como a pilha duracel, duram,duram... e duram.
Mais tarde falarei delas hoje não, hoje estou zangada com elas e só me apetece estar deitada.
Devo agradecer a alguém (?), ter nascido neste século com imensos medicamentos e especialmente os desfibrilhadores (fantásticos!) estar viva, ter menos dores do que seria suposto e estar aqui a desabafar nem que seja só comigo.
Estou doente.
Odeio estar doente.
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